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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

DIA DO PROFESSOR

Dia do Professor



O Dia do Professor é comemorado no Brasil anualmente em 15 de outubro.
O Dia do Professor foi oficializado nacionalmente como feriado escolar através do Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.
O Decreto define a razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia dos Professores, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
A comemoração começou em São Paulo, onde quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para comemorar seu dia, e também traçar novos rumos para o próximo ano.

Mensagem para o Dia dos Professores

Querido professor, obrigado pela dedicação, paciência e companheirismo ao longo de todos esses anos de ensino. Sabemos que às vezes não me comporto muito bem (falo alto, durmo ou jogo bolas de papel nos colegas), mas eu com certeza sei que o meu futuro depende muito de ti! Obrigado por estar me ajudando a construir o meu amanhã! Feliz Dia dos Professores!
Não és apenas mais um professor, mas sim um mestre! Empenho, dedicação e, acima de tudo, a esperança em ver um futuro melhor para o mundo, são os seus principais motivadores! Não quero decepcioná-lo, professor! Obrigado por dedicar a sua vida ao ensino. Parabéns!
Mestres na arte de educar, especialistas em contar histórias e explicar as ‘maluquíces’ desse mundo… Eu reconheço o grande valor da sua existência, querido professor! O prazer em espalhar a cultura e a informação me enche de orgulho. Sim, tenho muito orgulho em ter o professor mais dedicado e apaixonado do mundo! Muito obrigado por estares sempre presente para nos ajudar a crescer como seres humanos melhores! Feliz Dia dos Professores!

Origem do Dia dos Professores

No dia 15 de outubro de 1827, D. Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil, e através deste decreto todas as cidades deveriam ter suas escolas de primeiro grau.
O decreto também continha o salário dos professores, as matérias básicas e até como os professores deveriam ser contratados.
A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.





domingo, 20 de setembro de 2015

O PRIMEIRO POEMA DO POETA FIE DE SINHÁ

O PRIMEIRO POEMA DO POETA FIE DE SINHÁ DE FORTALEZA BEIRA RIO

Carlos Bonfim Vieira conhecido como Fie de Sinhá reside em Fortaleza Beira Rio, desde o ano de 1994, e seu primeiro poema "MORTE ANUNCIADA" foi destaque cultural em Fortaleza em 2004 e vai ser inserido na história de Fortaleza Beira Rio em dezembro deste ano.

FIE DE SINHÁ


VEJA O POEMA  "MORTE ANUNCIADA"

Morte Anunciada!!!

sonhei que ouvia um lamento
um grito muito baixinho
era um grito de socorro
vindo do rio Mearim.
parei para escutar
a correnteza a chorar
começou dizendo assim.

seu moço já não suporto
dos homens tanta agressão
estou quase soterrado
devido a desmata cão
cortaram os pés de ingá
na ganancia de placar
melancia milho e feijão!

sem ingá faltam raízes
para a arreia segurar
hoje já quase entupido
sou obrigado a falar
é triste meu sofrimento
os homens sem sentimentos
me matam sem se tocar.

pois de oitenta pra cá
aumentou a agressão
imbaúba e ingá jangada
deram lugar ao feijão
eu que ainda era forte
a lancha era o transpôs-te
só eu era a solução!

lancha como a Rio branco
em minhas águas ligeira
escoava a produção
de segunda a sexta feira.
muito a quem se recorda
desciam de Barra do Corda
pra cidade de Pedreiras.

Galileia, vá com Deus
princesa do Mearim
trafegavam noite e dia
fazia gosto se ouvir
lancha subia e descia
nunca pensei que um dia
eu ficasse raso assim

eu era o mas caudaloso
mas fundo do Maranhão
pra me atravessar no nado
tinha que ser campeão
hoje sou um bagatela
pois com água na canela
me atravessam no verão...

faça ouvir meu apelo
se não é tarde demais
mobilize os estudantes
com palestra e cartasses
apele para a juventude
por Jesus Cristo me ajude
pois já não aguento mas...

me esforcei o bastante
ao transmitir seu recado
pois pra mim Rio Mearim.
tu es um monstro sagrado
merece vida e respeito
proteção para o teu leito
direito a ser conquistado.

por favor não me ignore
não estou aparecendo
só um maluco não ver
que nosso rio esta morrendo
Rio do João Rio do amor
Rio que Kleber cantou
de você tão esquecendo!

suas águas envenenada
pelo uso de agrotóxicos
jogados na suas margens
em vazantes ou em roças
ninguém toma providencia
e essa grande indecência
o Rio pede clemencia.

sou Carlos Bonfim Vieira
um morador ribeirinho
mas quero sua ajuda
nada consigo sozinho
juízes e promotores
estudantes professores
vamos salva o Riozinho!

foi no sonho o que ouvi
retransmiti meu recado
foi um pedido do rio
já falai esta falado.
venha se juntar a mim
pra salvar o Mearim
se não breve ele é finado!

MELHOR EDUCAÇÃO DA AMÉRICA LATINA

Banco Mundial admite que Cuba possui o melhor sistema educacional da América



egundo o Banco Mundial “nenhum sistema escolar da América possui esse tipo de parâmetro mundial”
Por Redação – tradução livre do site America em Debate
O Banco Mundial acaba de publicar um informe revelador sobre a problemática da educação na América. Excelentes professores. Como melhorar a aprendizagem na América, o estudo analisa os sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios a serem enfrentados.
Segundo o Banco Mundial, “nenhum sistema escolar latino-americano, com a possível exceção do de Cuba”, possui parâmetros mundiais.
Na América , os professores de educação básica (pré-escolar, primário e secundário) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja 4% da população ativa da região, mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais. Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são em sua maioria mulheres – uma média de 75% – e pertencem às camadas sociais mais baixas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e é considerado “envelhecido”.
O Banco Mundial recorda que todos os governos do planeta examinam com atenção “a qualidade e o desempenho dos professores” objetivando que os sistemas educativos se adaptem às novas realidades. Agora, o eixo é colocado na aquisição de competências e não apenas na simples acumulação de conhecimentos.
As conclusões do informe são implacáveis. O Banco Mundial enfatiza “a baixa qualidade na média de professores da América e do Caribe”, o que constitui o principal obstáculo para o avanço da educação no continente. Os conteúdos acadêmicos são inadequados e as práticas ineficientes.
Pouco e mal formados, os professores consagram apenas 65% do tempo de aula à instrução, “o que equivale a perder um dia completo de aula por semana”. Por outro lado, o material didático continua sendo pouco utilizado, particularmente as novas tecnologias de informação e comunicação. Além disso, os professores não conseguem impor sua autoridade, manter a atenção dos alunos e suscitar a participação.
Segundo a instituição financeira internacional, “nenhum corpo docente da região pode ser considerado de alta qualidade em comparação aos parâmetros mundiais”, com a notável exceção de Cuba.
O Banco Mundial assinala que “atualmente, nenhum sistema escolar latino-americano, com a possível exceção do de Cuba, está próximo de mostrar os parâmetros elevados, o forte talento acadêmico, as remunerações altas ou ao menos adequadas e a elevada autonomia profissional que caracterizam os sistemas educativos mais eficazes do mundo, com os da Finlândia, Cingapura, Xangai (China), República da Coreia, Suíça, Países Baixos e Canadá”.
Com efeito, apenas Cuba, onde a educação é a principal prioridade desde 1959, dispõe de um sistema educacional eficiente e de professores de alto nível. O país antilhano não tem porque invejar as nações mais desenvolvidas. A ilha do Caribe é, também, a nação do mundo que mais investe em educação, com 13% do orçamento nacional.
Não é a primeira vez que o Banco Mundial elogia o sistema educacional de Cuba. Em um informe anterior, a organização recordava a excelência do sistema social da Ilha:
“Cuba é internacionalmente reconhecida por seus êxitos nos campos da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maior parte dos países em vias de desenvolvimento e, em certos setores, se compara ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução Cubana em 1959 e do subsequente estabelecimento de um Governo comunista com um partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado.
Este modelo permitiu Cuba alcançar a alfabetização universal, erradicar certas enfermidades, acesso geral à água potável e salubridade pública de base, uma das taxas de mortalidade infantil mais baixa da região e uma das maiores em expectativa de vida. Uma revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua de 1960 até 1980.
Vários indicadores principais, como a expectativa de vida e taxa de mortalidade infantil, continuam melhorando durante a crise econômica do país nos anos 90 […]. Hoje, a assistência social de Cuba é uma das melhores do mundo em vias de desenvolvimento, como documentam numerosas fontes internacionais, incluídas a Organização Mundial de Saúde, o Programa das Nações Unidas pelo desenvolvimento e outras agências da ONU, e o Banco Mundial. (…)”.
Cuba supera amplamente a América e o Caribe, assim como outros países com renda intermediária nos principais indicadores: educação, saúde e saneamento básico.
O Banco Mundial recorda que a elaboração de bons sistemas educacionais é vital para o porvir da América. Destaca também o exemplo de Cuba, que alcançou a excelência neste campo e é o único país do continente que dispõe de um corpo docente de alta qualidade. Estes resultados se explicam pela vontade política da direção do país caribenho de situar a juventude no centro do projeto de sociedade, dedicando os recursos necessários à aquisição de saberes e competências.
Apesar dos recursos limitados de uma nação do Terceiro Mundo e do estado de sítio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século, Cuba, baseando-se no ditado de José Martí, seu Apóstolo e Herói Nacional, “ser culto para ser livre”, demonstra que uma educação de qualidade está ao alcance de todas as nações.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

EDUCAÇÃO: No Brasil, 1 a cada 5 alunos do 3º ano não está alfabetizado

No Brasil, 1 a cada 5 alunos do 3º ano não está alfabetizado



Ao menos um a cada cinco estudantes no 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. Esse número foi obtido com base nos dados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), divulgados nesta quinta (17) pelo MEC (Ministério da Educação). A ANA é uma avaliação diagnóstica para o Pnaic (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa).
O MEC apresentou os resultados da ANA em percentuais por nível de proficiência (o quanto os alunos sabem): em leitura, 22,21% estão no nível 1 -- o que significa que 1 a cada 5 alunos não está no padrão mínimo. Na área de leitura, 34,46% deles estão nos níveis 1, 2 e 3 de escrita -- ou seja, 1 a cada 3 estudantes não atende o padrão mínimo. Já em matemática, o resultado é mais dramático: 57,07% estão nos níveis 1 e 2. 
Para se ter uma ideia, uma criança que esteja no nível 3 de escrita já consegue escrever uma frase, mas não alcança a produção de um texto. Em leitura, um aluno no nível 1 consegue ler as palavras, mas não compreende o texto. No caso de matemática, o aluno abaixo do nível 4 não fazer contas com números de três algarismos, como 345 + 220.

Parâmetro dos professores

No programa de formação dos professores do Pnaic, os parâmetros são mais modestos -- apesar de a meta ser a excelência, com o nível 4.
Dentro do Pnaic, o aluno que estiver no nível 2 de leitura e de matemática e no nível 3 de escrita são considerados alfabetizados. Esse é o parâmetro utilizado no trabalho de formação dos professores das escolas públicas, segundo a coordenadora da formação de professores do Pnaic em Pernambuco, a professora Telma Ferraz Leal da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e o coordenador no Paraná, Emerson Rolkouski, da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 
"Quando se fala em alfabetização, há várias formas de conceber [esse conceito]", diz Telma. Ela explica que, por exemplo, no senso comum, um aluno está alfabetizado quando reconhece as letras e forma palavras -- o que estaria no nível 1 de leitura. No entanto, dentro do Pnaic, há uma concepção de que deve haver leitura e produção de textos num nível mais avançado.
O mesmo vale para matemática: o nível 2 é considerado suficiente. Mas os professores são formados para atingir o nível 4, conta Emerson. "O percentual no nível 4 representa uma parcela que acertou as questões mais difíceis. Um aluno que chegue ao nível 4 é excepcional", diz o professor da UFPR.
A ANA foi aplicada a todos os alunos do 3º ano do ensino fundamental -- ano que finaliza o ciclo de alfabetização nos padrões do governo. O aluno dessa etapa teria oito anos, se não teve reprovação ou não deixou os estudos. Os resultados divulgados nesta quinta são de avaliações aplicadas em 2014 e o MEC cancelou a avaliação de 2015. Segundo a pasta, o cancelamento se deu por motivos pedagógicos. E especialistas chamaram a atenção para certo abandono do Pnaic.