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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

HISTÓRIA: DIA DE FINADOS

HISTÓRIA: DIA DE FINADOS

O Dia de Finados ou Dia dos Mortos é comemorado anualmente em 2 de novembro.
No Brasil, o Dia de Finados é considerado um feriado nacional.
A data é celebrada principalmente pela Igreja Católica em muitos países, homenageando os entes queridos que já morreram.
Nesta data, o movimento nos cemitérios é intenso, pois muitas pessoas vão deixar flores e fazer orações nos túmulos de familiares ou amigos.
A religião protestante não reconhece o feriado do Dia dos Finados como uma celebração, pois alegam que a data não está presente na Bíblia, consequentemente eles não têm motivos para comemorar ou homenagear.
Em inglês, o Dia de Finados é traduzido para All Soul's Day ("Dia de Todas as Almas", na tradução literal para o português).

Origem do Dia dos Finados

O Dia dos Finados é comemorado no dia 2 de novembro pela Igreja Católica desde o século XIII.
Desde o século XI, os papas Silvestre II, João XVIII e Leão IX já obrigavam aos cristãos a dedicarem um dia por ano a rezarem pelos que já faleceram e que não era lembrados.
No entanto, desde o século I os cristão têm o costume de rezar por seus mortos. Neste período, as pessoas iam às catacumbas e túmulos para rezar pelos que morreram sem martírio, com esperança de terem suas almas salvas.
A partir do século IV, a Igreja já começava a incluir em suas celebrações a "Memória dos Mortos" - um momento de orações dedicadas a todos os que faleceram.
O Dia dos Finados é celebrado no dia 2 de novembro porque no dia 1º de novembro é comemorado o Dia de Todos os Santos - data que celebra todos os que morreram em estado de graça, mas que não tiveram a oportunidade de serem canonizados ou que não são lembrados em orações por ninguém.

Dia de Finados no México

No México, o Dia dos Mortos transformou-se numa atração turística devido a enorme festa que se faz no dia, substituindo o tom habitual de lamentações que é atribuído à esta data, por animação e alegria.
As pessoas saem às ruas com pinturas de caveiras no rosto e em outras partes do corpo, além de decorarem suas casas com esqueletos. A festa é conhecida como "El Día de los Muertos", e é caracterizada por ser bastante diferente da tradicional celebração cristã.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

DIA DA ÁRVORE

Dia da Árvore

O dia da árvore é comemorado no dia 21 de Setembro.
Esta data foi escolhida porque consiste no início da Primavera, no hemisfério Sul.
Árvore Sangue-de-Dragão
Apesar de ainda ser comemorado nos dias de hoje, o dia da árvore foi substituído pela Festa Anual das Árvores, instituída pelo decreto federal 55.795 de 24 de Fevereiro de 1965.
Baobá (Madagascar)
De acordo com o artigo 2º desse mesmo decreto, a Festa Anual das Árvores tem como objetivo "difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, bem como divulgar a importância das árvores no progresso da Pátria e no bem-estar dos cidadãos."
No Brasil, o Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro, em função da véspera da primavera. É nesta estação que as árvores ficam repletas de folhas verdes e, em muitas delas, surgem lindas flores. 

Importância das árvores:

- Melhoram a qualidade do ar, principalmente nas grandes cidades, pois diminuem a poluição;

- Servem de moradia para diversas espécies de pássaros;

- As árvores frutíferas fornecem alimentos para os seres humanos e diversas espécies animais;

- Proporcionam sombra e favorecem a redução da temperatura em praças, parques e etc;

- Melhoram a umidade do ar, importante nos dias secos;

- Evitam a erosão do solo;

- As árvores deixam as paisagens rural e urbana muito mais belas.

Objetivos da data

- Conscientizar as pessoas sobre a importância das árvores para o meio ambiente e melhoria da qualidade de vida;

- Criar uma cultura de preservação ambiental, combatendo a exploração ilegal das árvores presentes nas florestas e nas cidades;

- Desenvolver projetos de plantio de mudas de árvore, visando aumentar a arborização, principalmente nos grandes centros urbanos.
Tunel de carvalhos
Eucalipto

Carvalho (Estados Unidos)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

EDUCAÇÃO: No Brasil, 1 a cada 5 alunos do 3º ano não está alfabetizado

No Brasil, 1 a cada 5 alunos do 3º ano não está alfabetizado



Ao menos um a cada cinco estudantes no 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. Esse número foi obtido com base nos dados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), divulgados nesta quinta (17) pelo MEC (Ministério da Educação). A ANA é uma avaliação diagnóstica para o Pnaic (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa).
O MEC apresentou os resultados da ANA em percentuais por nível de proficiência (o quanto os alunos sabem): em leitura, 22,21% estão no nível 1 -- o que significa que 1 a cada 5 alunos não está no padrão mínimo. Na área de leitura, 34,46% deles estão nos níveis 1, 2 e 3 de escrita -- ou seja, 1 a cada 3 estudantes não atende o padrão mínimo. Já em matemática, o resultado é mais dramático: 57,07% estão nos níveis 1 e 2. 
Para se ter uma ideia, uma criança que esteja no nível 3 de escrita já consegue escrever uma frase, mas não alcança a produção de um texto. Em leitura, um aluno no nível 1 consegue ler as palavras, mas não compreende o texto. No caso de matemática, o aluno abaixo do nível 4 não fazer contas com números de três algarismos, como 345 + 220.

Parâmetro dos professores

No programa de formação dos professores do Pnaic, os parâmetros são mais modestos -- apesar de a meta ser a excelência, com o nível 4.
Dentro do Pnaic, o aluno que estiver no nível 2 de leitura e de matemática e no nível 3 de escrita são considerados alfabetizados. Esse é o parâmetro utilizado no trabalho de formação dos professores das escolas públicas, segundo a coordenadora da formação de professores do Pnaic em Pernambuco, a professora Telma Ferraz Leal da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e o coordenador no Paraná, Emerson Rolkouski, da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 
"Quando se fala em alfabetização, há várias formas de conceber [esse conceito]", diz Telma. Ela explica que, por exemplo, no senso comum, um aluno está alfabetizado quando reconhece as letras e forma palavras -- o que estaria no nível 1 de leitura. No entanto, dentro do Pnaic, há uma concepção de que deve haver leitura e produção de textos num nível mais avançado.
O mesmo vale para matemática: o nível 2 é considerado suficiente. Mas os professores são formados para atingir o nível 4, conta Emerson. "O percentual no nível 4 representa uma parcela que acertou as questões mais difíceis. Um aluno que chegue ao nível 4 é excepcional", diz o professor da UFPR.
A ANA foi aplicada a todos os alunos do 3º ano do ensino fundamental -- ano que finaliza o ciclo de alfabetização nos padrões do governo. O aluno dessa etapa teria oito anos, se não teve reprovação ou não deixou os estudos. Os resultados divulgados nesta quinta são de avaliações aplicadas em 2014 e o MEC cancelou a avaliação de 2015. Segundo a pasta, o cancelamento se deu por motivos pedagógicos. E especialistas chamaram a atenção para certo abandono do Pnaic.

EDUCAÇÃO: BRASIL GANHA 4 MEDALHAS EM OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE BIOLOGIA

Brasil ganha 4 medalhas em olimpíada internacional de biologia


Da esq. à dir.: Lucas Magalhães, Michael Sato, Arthur Feitosa e Gerardo Albino.
Da esq. à dir.: Lucas Magalhães, Michael Sato, Arthur Feitosa e Gerardo Albino.
Composta por quatro estudantes, a delegação brasileira teve 100% de aproveitamento e conseguiu quatro medalhas, sendo duas de prata e duas de bronze, na Oiab (Olimpíada Ibero-Americana de Biologia) de 2015, evento que terminou no domingo em El Salvador e reuniu estudantes de 13 países.
Durante a programação da Oiab, os jovens enfrentaram uma prova teórica e quatro provas práticas envolvendo os temas biologia celular, anatomia e fisiologia vegetal, anatomia e fisiologia animal, etologia, genética, ecologia e biossistemática.
O torneio reuniu 43 estudante de 13 países de línguas portuguesa e espanhola, entre eles Portugal e Espanha. Os estudantes cearenses Arthur Feitosa, 17 , e Gerardo Albino), 16, ganharam as medalhas de prata, enquanto o cearense Lucas Magalhães, 17, e o paulista Michael Sato, 17, levaram as de bronze.
No total, foram distribuídas seis medalhas de ouro, nove de prata e 13 de bronze, dadas de acordo com o desempenho dos estudantes. "Só por ter chegado à etapa internacional, me considerava um vencedor. A medalha, que foi inesperada, só aumentou a alegria o sentimento de missão cumprida", disse Lucas.
Daniel Berto, um dos professores que acompanharam os estudantes, conta que o Brasil participa de torneios internacionais desde 2005 e que foi a primeira vez que todos os alunos brasileiros foram premiados. Para ele, a coalizão de forças foi o diferencial brasileiro.
"O bom desempenho do Brasil deve-se ao esforço dos alunos e à ajuda de seus respectivos colégios, bem como das instituições que lhes ofereceram treinamento prático e, é claro, da coordenação da OBB".

Seleção

Chefe da delegação brasileira, o professor José Carlos Pelielo de Matos, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), ressalta que, com investimentos em laboratórios de ponta em mais escolas, os resultados podem ser ainda melhores.
"Sabemos que ainda falta condição laboratorial em muitas escolas, e esse deve ser um caminho para conseguirmos melhorar ainda mais nossa atuação", disse."Tradicionalmente, somos bem melhores na teoria do que na prática. E isso é reflexo de uma política educacional, não só na biologia como em todas as outras disciplinas."
Antes de viajar para El Salvador, 15 jovens, selecionados entre 70 mil estudantes que participaram da OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia), passaram por um treinamento intensivo de duas semanas. A programação contou com aulas práticas e teóricas em instituições de ensino no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre eles, quatro foram escolhidos para representar o País na Oiab.
Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, a importância maior do evento é estreitar a ponte entre a universidade e o ensino médio, contribuindo para a divulgação de novas descobertas e para a aprendizagem científica.

Próximos passos

A próxima Oiab será promovida em Brasília, em 2016. Os interessados em participar da seleção, que acontece através da OBB, devem estar cursando o ensino médio e ter, no máximo, 19 anos até o dia 1º de julho do ano que vem. Caso já tenha concluído o ensino médio, o participante não pode ter matrícula em instituição de ensino superior.