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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

63 ANOS SEM CORTAR AS UNHAS

Indiano não corta suas unhas há quase 63 anos e ganha recorde mundial. Ele pretende doá-las para museu




O dono do título do recorde mundial diz que não corta suas unhas da mão esquerda há 63 anos!

Shridhar Chillal, de 78 anos, está deixando suas unhas da mão esquerda crescerem desde a época que era só um garoto. Ele continuou com seu “objetivo”, mesmo enfrentando imensa dificuldade para encontrar um emprego ou uma esposa.

Ele foi reconhecido oficialmente pelo Guinness World Records como a pessoa com as maiores unhas do mundo em apenas uma mão na última edição 2016 da publicação.

Ao comentar sobre o verdadeiro motivo de ter deixado suas unhas crescerem, Shridhar comentou: “Quando eu era estudante, eu e meu amigo fomos severamente espancados pelo meu professor, porque o meu amigo havia quebrado a unha que ele tinha deixado crescer por muito tempo”, disse.
Ele prossegue: “Nós o perguntamos porque ele tinha nos batido apenas por ter quebrado a unha e ele disse que nós nunca entenderíamos o motivo porque nunca tínhamos deixado as unhas crescerem. A menos que deixávamos elas crescerem, jamais entenderíamos o sentimento que alguém sente ao vê-las quebradas”.
Após o episódio, ele resolveu “testar” a teoria do professor e deixou as unhas da mão esquerda crescerem, sem cortá-las. A unha do dedo médio tem 189,6 cm, a do dedo anelar 181,6 cm e a do indicar 164,5 cm.
Quando as unhas começaram a crescer acima do padrão, a família foi contra: “Primeiro minha família se opôs, em seguida meus professores, mas mesmo assim decidi nunca mais cortá-las”, disse.
“Inicialmente, as dificuldades apareceram em todos os lugares em minha vida diária. Minha família realmente não gostou, ninguém queria lavar minhas roupas e eu tinha que lavá-las à mão. Encontrar um emprego foi muito difícil, já que ninguém queria empregar alguém com unhas estranhas”, comentou.
As coisas também não foram boas no campo amoroso para ele: “Quando eu encontrava uma mulher para casar, seus pais diziam que eu a mataria estrangulada com estas unhas. Estava pronto para me casar e tentei com 12 meninas, mas nada deu certo”. O casamento só foi concretizado aos 29 anos. Ele comentou ainda que deixou as unhas crescerem em uma única mão para se sentir livre para realizar atividades de lazer, como tirar fotos.
Shridhar irá doar suas unhas para um museu para deixá-las de recordação, mas não revelou a data que irá fazer isso porque se sente feliz em andar nas ruas e ser reconhecido como um recordista mundial.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Indiano é linchado após boato de que consumia carne bovina

Indiano é linchado após boato de que consumia carne bovina

Um homem de 51 anos foi linchado até a morte no norte da Índia após boatos de que ele e sua família armazenavam e consumiam carne bovina em casa.
Mohammad Akhlaq foi chutado e apedrejado por um grupo de homens em Dadri, no Estado indiano de Uttar Pradesh, na noite de segunda-feira.
O filho de Akhlaq, de 22 anos, sofreu ferimentos graves durante o ataque e foi encaminhado a um hospital da região.
Seis pessoas foram presas por ligação com o crime. A polícia está investigando quem espalhou o boato.
O abate de vacas é um assunto sensível na Índia já que o animal é considerado sagrado pelo hinduísmo, religião professada por cerca de 80% dos 1,2 bilhão de habitantes do país. Uttar Pradesh é um dos Estados indianos que vem endurecendo as leis sobre o abate de vacas e a venda e o consumo de carne vermelha.
A proibição, contudo, vem provocando críticas de parte da sociedade indiana, que diz não ser incumbência do Estado decidir o que a população come.

A família de Akhlaq disse que a família armazenava carne de carneiro na geladeira, mas não carne bovina. A polícia apreendeu o alimento e o enviou para análise, segundo a imprensa indiana.
"Alguns moradores espalharam boatos de que Akhlaq tinha carne bovina em casa e realizava abate de vacas. Por causa dos rumores, a casa dele foi atacada", afirmou uma autoridade local ao jornal indiano The Indian Express. 
Segundo um policial afirmou à agência de notícias AFP, o "boato de que a família consumia carne bovina foi feita em um templo (local)".
O incidente aconteceu em um vilarejo, a cerca de 50 km da capital indiana, Nova Déli, onde Akhlaq, um ex-fazendeiro, vivia com a família.
Em entrevista ao The Indian Express, a filha de Akhlaq, Sajida, de 18 anos, disse que "um grupo de mais de 100 pessoas do vilarejo" invadiram a casa na noite de segunda-feira.
"Eles nos acusaram de armazenar carne bovina, arrombaram as portas e começaram a bater em meu pai e meu irmão. Meu pai foi arrastado para fora da casa e agredido com tijolos", disse ela.
"Ficamos sabendo depois que o boato se espalhou dentro do templo…havia carne de carneiro na geladeira…a polícia levou tudo para análise".
Segundo testemunhas, ao protestar contra as prisões após a morte de Akhlaq, moradores locais entraram em confronto com a polícia e danificaram vários veículos.
Na Índia, 11 Estados ─ incluindo Uttar Pradesh ─ além de dois territórios (regiões administradas) proíbem o abate de vacas, bezerros, touros e bois.

Publicado em 
BBC Brasil